quinta-feira, maio 29, 2008

domingo, maio 25, 2008

Saída de Passeio

Depois de tantas saídas de campo é interessante verificar que continua ainda a haver espaço para mais saídas... Mas mesmo que o sejam feitas a título de passeio, o engraçado é que se acaba sempre por encalhar em estereótipos ilustrativos. E na (antiga) Abudanis é muito fácil não deixar de reparar nas inúmeras cegonhas-brancas (Ciconia ciconia). Cegonhas a alimentar-se nos campos de arroz, cegonhas a voar nos céus, cegonhas a viver nas placas de itinerários complementares, cegonhas a cortejar, cegonhas a perder as penas das torres sineiras, cegonhas a espreitar dos beirais, cegonhas a decorar a entrada de restaurantes (algo retirados)...

sexta-feira, maio 23, 2008

Acquas - Teaser


Quem são? Que fazem? Onde vão? Quando é? Porque não?

quinta-feira, maio 22, 2008

Saída de Mar

Hoje no final da tarde regressámos do mar após uma permanência de muitas horas a bordo do «Belo Sado». Uma primeira vez para quase todos os 10 morcegos, com direito a uma luta desigual entre as drogas e o enjoo crónico provocado pela ondulação mais intensa. Foram mesmo muitas as espécies capturadas que irão concerteza dar ainda mais ilustrações. Fiquei até surpreendido por eu próprio, pescador feito ali na hora com a minha xispêtêó DARWA SENSOR QUIVER BOAT SE-QB25M (acabadinha de comprar para logo a seguir ficar acabadinha de partir), ter conseguido apanhar cerca de 7 espécies. E ainda por cima não foram só peixes as espécies observadas, desde isópodes, a moluscos, a anelídeos (essencialmente a minhoca que se levou como isco), a cnidários e a plantas superiores. Mesmo com a (inocente) subtração de espécimes importantes, ainda fiquei com muito material de referência para algumas refeições assim como para muitos artigos futuros, YES!!!

terça-feira, maio 20, 2008

Saída de Cidade

Bom... A descoberta de novas espécies é sempre complicada. Primeiro há que observar. Depois há que percorrer toda a literatura já publicada para perceber se por acaso não foi já descrita. Finalmente há que estruturar a sua descrição. Posto isto... A transformação das regulares saídas de campo noutras coisas parecem à primeira vista ser uma mera alteração comportamental. Todavia, a minha experiência diz-me estarmos perante uma mutação importante pelo que a comunidade científica deveria prestar mais atenção às características do novo genoma daquilo a que eu chamaria a título provisório de Homo sapiens rollerbladerensis.

domingo, maio 18, 2008

La Vache

Por ocasião do Dia dos Museus tive oportunidade de visitar o CCB a altas horas da noite e fazer aquilo que qualquer ilustrador, digno desse nome, faria... Desenhar... Bastou pouca coisa para o efeito: uma proposta de lápis HB na mão direita e um pedacinho de cartão na outra. O pormenor que trouxe para casa é de um quadro em acrílico da Paula Rego (O Celeiro, 1994)! Podia ter sido pior! Aliás, houve pessoas (mais uma vez não falemos em nomes)que nem se atreveram a trazer o pedacinho delas dada a natureza do tema escolhido, eheheheheh...

sábado, maio 17, 2008

6 Palavras Encravadas na Memória

Este foi o mote de um desafio verdadeiraMENTE dificil... Foi nada dificil... As minhas 6 palavrinhas estão mesmo encravadas na memória, mesmo naquela parte do cérebro que dói a valer... A (triste) história passa-se nos meus 14 anos... Adolescente, sem orientação e sob a influência de coca(-cola) atentei atinadamente nas seguintes palavras que me proferiram: «O teu pai trabalha em Química»... E com isto se encaixotam as restantes décadas de vida de uma pessoa que sempre quis desenhar bicharada... A raiva destas (muito mais de 6) palavras escritas deve-se ao meu estado de alma desencadeado pelo rebuscar destas (malditas) 6 palavritas... Não estou com vontade de fazer mais alguém passar por esta situação... Nem pensem que vou propagar esta praga internáutica... Eu cumpri o desafio mas deste lado o fio condutor interrompe-se aqui...

quarta-feira, maio 14, 2008

O Naturalista Amador

Com um título destes era a armadilha perfeita para qualquer morcego (nome sob o qual se reconhecem genericamente os elementos da turma de IC)... Após a saída de campo de Mértola, onde alguém (mais uma vez não se vai falar propositadamente em nomes, eheheheh) se fartou de apanhar sapos, rãs, cobras e lagartos (estes últimos foi só para rimar...), esta compra adivinhava-se inevitável. Após a sua leitura poderei estar em pé de igualdade com qualquer outro naturalista amador, eheheheh... Seja a desenhar sem esforço cascas de árvores, seja a criar uma quinta de formigas, seja a montar armadilhas no terreno para pequenos mamíferos, seja a arquitectar experiências com os diminutos Porcellio scaber... Estarei na mó de cima, lololol...

domingo, maio 11, 2008

Baptismo de Anilhagem

Para mim hoje a alvorada tocou às 5:00 da manhã... Às 5:30 encontrava-me com o nosso anfitrião... Às 6:00 recolhíamos alguns outros madrugadores pelo caminho... Objectivo? Assistir a uma sessão de anilhagem de aves (essencialmente pássaros) na lagoa de Albufeira. Entre recolhas de capturas, medições com régua, observações com sopro e pesagens com balança, do que eu realmente gostei foi da oportunidade de ver estas espécies muito de perto. Até fiquei contente porque o meu pequeno livrinho de guia de campo para classificação de aves caracterizar quase todas as espécies encontradas. Foi um dia em que, apesar da desorientação por privação do sono e do anúncio de uma valente constipação, não me deixei desanimar para aproveitar aqueles momentos...

sábado, maio 10, 2008

As Árvores da Minha Rua - Parte Hard

Eu tinha prometido uma parte verdadeiramente hard... Para além da importação de espécies australianas para combate das pragas de árvores europeias, a dita parte soft, acabam de se desenvolver agora as condições ideais para a floração destes espécimes. As flores são minúsculas mas estão dispostas em arranjos enormes, dando colorações de amarelo dourado a toda a árvore. O (GRANDE) problema prende-se com aspectos evolutivos da reprodução da botânica australiana. Estas espécies mantém uma relação muito estreita com o fogo. Utilizam o fogo para dispersarem sementes e para se propagarem. O problema é que as flores, para maximizar esse efeito de dispersão, exudam uma resina altamente inflamável. Resina essa que vai caindo em cima dos tejadilhos e capots dos nossos automóveis estacionados. Irra!!! Depois da floração maciça do ano passado (as árvores são jovens e só floriram pela primeira vez nesse ano) já não caio nessa!!!

sexta-feira, maio 09, 2008

Canis lupus signatus - Fase 06

Hoje regressei aos lobos do CRLI... Desta vez algumas pessoas da IC sabiam que eu iria lá estar e quando cheguei à aula houve alguma curiosidade. Só que desta vez eu não lhes podia mostrar lobos vivos. O trabalho de hoje foi desenvolvido essencialmente junto de um crâneo de um lobo ibérico (Canis lupus signatus) de idade indeterminada. Tinha ainda disponível uma réplica do crâneo de um lobo-vermelho-norte-americano (Canis rufus), de um crâneo de um lobo pré-histórico (Canis dirus) e o crâneo de uma raposa. Embora fique sempre fascinado pelas questões científicas e artísticas da anatomia comparada, desta vez eu fui modesto e indiquei para retirar da vitrina só mesmo as ossadas do lobo ibérico. Feitas as contas, o tempo não dá para tudo...

quinta-feira, maio 08, 2008

MértolaFieldTrip - Dia 04

08:35 - Hoje está tudo tão estoirado que quase ninguém se levantou ainda... Stress do último dia? Algumas despedidas adivinham-se ainda antes da hora do almoço... Outras adiam-se só por mais umas horas...

10:00 - A parte da manhã do último dia é passado no Parque Natural do Vale do Guadiana com o auxílio logistico do jipe do Gilberto. Descer, descer,descer... Quando se chega mesmo ao pé do Guadiana começa-se a tropeçar em rãs, cobras e tartarugas... Segue-se uma hora dedicada ao desenho junto do Moinho dos Calda mas, paradoxalmente, só eu o desenho... Mais um momento de solidão no meio do grupo que se dispersa... Subir,subir,subir...


15:00 - Espalhados pela sombra da soleira aproveitamos as últimas horas para desenhar... Acabamos desenhos esboçados, procuramos harmonia na interpretação conjunta do desenho de uma azinheira ou, tal como eu, exploramos ainda alguns arredores para ter a certeza de que tudo fica registado... A Nádia, quase considerada nossa anfitriã, mostra-me como utilizar as aguarelas líquidas...

23:00 - Hora de partida... No dia anterior, sensivelmente por esta hora, falava-se da Teoria da Conspiração. Agora recorda-se somente algumas ideias lançadas: Gerês, Amazónia, Berlengas, Picos Europa, Pirinéus, de sonhos...

E acabou assim o Dia 04.

quarta-feira, maio 07, 2008

MértolaFieldTrip - Dia 03

07:45 - Decididamente o despertar é cada vez mais tarde. Não há tempo para praguejar da água fria no duche, para aproveitar o desenhar no fresco da manhã, enfim e nem sequer para socializar... Acreditem que não foi por burrice... É que hoje é o dia dedicado à saída para a vila de Mértola.


11:00 - Acabaram de sair todos de canoa pelo Guadiana acima em direcção ao norte, leia-se no sentido contrário ao da foz... É que podia haver alguém distraído e depois lá tinha que remar contra a corrente desde Vila Real de Santo António, eheheheh... Mas eu preferi visitar a vila e desenhá-la em apontamentos de grafite rápidos (máximo de 30 minutos cada)... Antes que as canoas voltassem a atravessar a ponte ainda houve tempo para trocar impressões com a cegonha-branca residente!!!

18:00 - Após o restauro de forças houve uma proposta de viagem de aventura... 3 viaturas, quase 12 morcegos (a Bárbara voltou a estar presente e baralhou-me outra vez as contas). Momentos inesquecíveis: presque derrocada da torre de vigilância de incêndios, pagamento de portagem à entrada e à saída, 3 mergulhadores (não residentes) na ribeira de Terges e Cobres (já estou a contar que o Filipe esteja preparado para corrigir também esta denominação, mas desta vez eu fiz o trabalho de casa), demonstração e aplicação da técnica do narubigo (onde a Sofia nos ensinou a todos o poder desta técnica milenar) e, para terminar, retirada estratégica após o dramatismo da primeira colina (pura adrenalina), eheheheh...

E acabou assim o Dia 03...

terça-feira, maio 06, 2008

MértolaFieldTrip - Dia 02

06:45 - O despertar começa a arrastar-se... Mas a febre de desenhar nas primeiras horas da madrugada começa aqui a afirmar-se. Nascem neste dia 2 importantes temas para mim: a figueira-da-índia (género Opuntia) e as andorinhas (sub-família Aponinae). O primeiro foi repetido por grande parte da turma, e o segundo deu origem a um debate contínuo com o Filipe. Claro que o Filipe ganha sempre nestas questões da sistemática e da observação directa e eu rendi-me só no final do último dia, dito 04...

09:30 - Aula privada de Tai Chi pela nossa ilustre ilustradora Sara e Saudação ao Sol pelo nosso ilustre professor Pedro. Fiquei a saber que ainda há muito músculo a precisar de exercicio e que algumas metafísicas aleijam mais do que outras, eheheheh...

12:00 - Chegada ao Pulo do Lobo onde a lenda conta que até a um canídeo basta um pulo para transpor as margens destes estreitos rápidos do Guadiana. Foram avistadas bem alto no céu as raríssimas cegonhas-negras. A paisagem xistosa é de cortar a respiração, assim como as acrobacias de algumas «morcegas» (Catarina e Erica, estejam descansadas que eu não falarei em nomes) no meio do rio.



23:00 - Desenho desenfreado na cozinha, totalmente rodeados de cadáveres e de bicharada viva... Havia carneiros esqueléticos, relas aventurosas, faisões meio atropelados, rãs mumificadas, louva-a-Deus desesperados... E uma pele de cobra encontrada pela Joana ainda à espera da minha atenção na minha mochila...

E acabou assim o Dia 02...

segunda-feira, maio 05, 2008

MértolaFieldTrip - Dia 01

06:20 - Despertar (quase) de madrugada para o dia de maior expectativa nesta paisagem do «Monte do Vento»... Pequeno almoço engolido à pressa... Desenhar o que estava mais à mão (paisagem alentejana no seu esplendor) enquanto o pessoal não se organizava... Depois de se organizar continuou-se a desenhar e pintar paisagem... Houve muita colheita de flores nos montes, de rãs nos lagos, de insectos a polinizar flores, de aracnídeos a camuflarem-se, de peixes minúsculos a (não) serem identificados...


14:00 - Intervalo para o almoço tipo self-service, antes de regressar para mais do mesmo.






20:30 - Pôr-do-sol fantástico mesmo antes da partida para o café do Silva (algures nos arredores de Mértola) onde se jantou. Foi também o espaço escolhido para uma famosa (embora quase triste) guerra de (essencialmente) azeitonas, pão e pacotinhos de açúcar.

E acabou assim o Dia 01...