quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Canis lupus signatus - Fase 02

Tenho passado algum tempo a fazer trabalho de pesquisa na biblioteca de biologia dos C's... Hummm... Nunca foi o meu forte... Ainda por cima prescindir do prazer da hora de almoço... A isto chama-se dedicação... E contudo, a dedicação compensa porque tive sorte em me ter cruzado com uma edição (supostamente) esgotada do livro «Lobos em Portugal»... A primeira vez que ouvi falar deste livro foi numa visita ao CRLI na semana passada... E hoje, bastou-me um relance de soslaio para as palavras brancas numa das prateleiras de uma das nossas livrarias me entrarem pela retina adentro. A piada disto tudo é que se me tivesse cruzado com este livro há uns meses atrás, talvez nem lhe tivesse dedicado 2 segundos da minha atenção!

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Cephalorhynchus eutropia

Desenhado de maneira muito pouco científica (virado para a direita, à vista sem preocupação de escala, com caneta esferográfica, em papel ordinário, sem uma técnica muito definida) este Golfinho-preto (o dito Cephalorhynchus eutropia) acabou por engraçar mais um pouco o meu caderno de aulas!!!

^_^

domingo, fevereiro 24, 2008

Vitis vinifera - Fase 00

Iniciei mais um projecto... (o quê? mais outro???)... em terras do Alto Douro. A ideia inicial nasceu de uma conversa com o meu irmão. Estava eu a comentar a minha indecisão relativamente à escolha de um 3º tema para outro projecto de IC quando ele me sugeriu que escolhesse a vinha. Foi ao ponto de definir logo nessa conversa o meu tipo de abordagem relativamente ao tema. Dada a importância da vinicultura em Portugal, abracei logo a ideia! A vinha europeia (Vitis vinifera) é uma das espécies do género Vitis. Se bem que não faltem vides nas terras das Caldas da Rainha, achei que este projecto se podia dividir ainda noutro pólo: o Douro! Para todos os efeitos ter-se-á tratado da primeira região demarcada de Portugal (pela mão do Marquês de Pombal). E ontem fiz a minha primeira visita de reconhecimento a alguns locais.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Canis lupus signatus - Fase 01

Hoje comecei a fotografar e a desenhar este projecto. Desde a minha primeira visita no final de Outubro do ano passado, levou algum tempo a preparar tudo. Estudei imagens, esbocei silhuetas e comportamentos, li livros, contactei pessoas, marquei entrevistas, inscrevi-me em bibliotecas, agendei visitas... Encontrei um ambiente muito bom nas pessoas que têm estado a proteger os poucos lobos ibéricos... São quase todos lobos salvos de cativeiro ilegal, de maus tratos e de histórias ainda mais horriveis... Este espaço de acolhimento não é um zoo e os lobos que aqui vêm parar nunca mais voltarão ao seu meio natural... Deste modo, desenhando e ilustrando, espero vir a contribuir com o meu trabalho para a protecção dos poucos lobos que ainda temos em liberdade no nosso território nacional lá para os lados de Bragança.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

«Peixarada» ou O Mundo Dos Peixes

O dia acabou em «peixarada»... E quando cheguei à aula de IC o que não faltavam eram mais peixes... De repente cruzei-me com um livro de Hiroshi Aramata, de 1994, de uma edição patrocinada pela EXPO e (supostamente) totalmente esgotado... Parafraseando o André Sardet... Foi feitiço... Sei lá o que me deu... O que feitas as contas só vai enriquecendo o meu caderno de aulas que, cada vez mais, se vai parecendo com um verdadeiro caderno de campo...

domingo, fevereiro 17, 2008

Porcellio - Fase 7

Apesar de toda a minha recente dispersão ao nível da IC, das aulas de pintura e de todos os demais 1.000 e tal projectos, o facto é que ainda não me esqueci que tenho que continuar a desenhar o meu pequeno Porcellio scaber, dito PROJECTO #02 visto a tal lesma-do-mar-japonesa (dita PROJECTO #01) não ter passado do Caderno de Campo.

Tinha feito uma pausa neste percurso porque tinha enfrentado na penúltima fase alguns problemas estranhos ao nível da técnica. Depois de uma aula de IC verifiquei que não tinha 1 mas sim 3 problemas estranhos: havia uma fibra entalada no aparo, o próprio aparo tinha um defeito de fabrico porque a sua abertura não era central e por fim, parece que o poliéster que eu comprei não serve para tinta-da-china a este nível de precisão. Até admira que eu tenha conseguido fazer alguma coisa! Uma vez identificados os problemas bastou resolvê-los e consegui um resultado mediano em 5 horas e meia de trabalho.

Já mais confiante pus-me a fazer um segundo trabalho mas com stippling verdadeiramente pequenino e fino... Aqui demorei quase 7 horas distribuidas ao longo de algumas semanas. O resultado é bom ao nível da técnica mas já percebi que ambos os desenhos estão naquilo a que eu chamaria a 1ª fase... Traduzindo: pelo menos mais umas 3 a 5 horas de trabalho em cada um para ampliar a escala de cinzentos, delinear melhor a estrutura e corrigir pequenos erros cometidos nesta 1ª fase...

Para já vou respirar um bocadinho mais antes de concluir esse processo... Mas tenho uma ideia de que o trabalho final poderá ter um aspecto semelhante ao que mostro aqui ao lado. Recorrendo ao truque descoberto na última fase, sobrepus o meu poliéster em cima de uma impressão colorida a verde da minha grafite inicial (já com introdução de pequenas correcções detectadas ao longo deste trabalho). Parece vir a ficar com bom aspecto mas ainda há um caminho longo a percorrer...

sábado, fevereiro 16, 2008

Peixe, Aquele Desconhecido (parte b)

Em termos de classificação a minha primeira aposta ainda ontem tinha sido um rascasso mas depois de observar melhor o desenho no decurso da aguarela virei-me mais para um blénio. Se a primeira estava totalmente errada, verifiquei que a segunda estava mesmo ao lado da solução. Recorri mais uma vez a alguns livros da minha biblioteca ([001], [002] e [003]) e cheguei ao Trachinus araneus da família dos Traquinídeos, da ordem dos Perciformes, da classe dos Actíneopterígeos. O que me leva a pensar que tenho que começar a sistematizar também a minha biblioteca... Este blog deve servir de referência não só para mim e sendo assim vou criar algumas metodologias próprias no que diz respeito a bibliografia. Por isso, vou meter mãos à obra e começo já aqui com alguns livros chave na identificação de peixes. O da imagem do lado ([001]) foi a peça-chave nesta questão pois identificou-me o meu peixe ao nível da espécie e confirmou com a sua distribuição geográfica.


A biblia da classificação sistemática de peixes é este livro ([002]). Na sua quarta edição o preço reduziu imenso e já foi possível comprá-lo. Só tem desenho de linha a tinta da china mas é bastante coerente e abrangente. É dificil passar sem ele embora não se tenha demonstrado muito útil em termos visuais na minha tarefa de hoje .





A primeira indicação que tive ao nível de família foi obtida a partir deste livro ([003]). O problema é que tem muito pouca informação o que não me permitiu identificar com clareza nem um género nem uma espécie. Agora só me falta regressar à mesa de trabalho e continuar a minha aguarela!

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Peixe, Aquele Desconhecido (parte a)

Depois de tanta «peixarada» na aula de IC eu também senti o apelo da água salgada...Já não havia muito por onde escolher... Os mais bonitos já tinham ido... Os mais fáceis já tinham ido... Tinha sobrado só um mesmo difícil... Ainda por cima fiquei sem lhe saber o nome! Isto é algo que eu vou ter que rectificar rapidamente neste blog onde se «sabe» o nome científico de tudo e mais alguma coisa! Quanto à aguarela, sei que vai dar bastante luta... Vamos lá a ver o que sai...

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Segundos Reinos

No capítulo de abertura tive a oportunidade de mostrar as macrodivisões da vida: domínios e reinos. Hoje vou explorar, graficamente e através da tinta-da-china, o restante sistema de classificação binomial (que data de Lineu) utilizando como exemplo 1 gato-doméstico (Felis silvestris).

REINO: ANIMALIA
É a classificação, depois dos domínios, mais geral de todas. Vimos que existem os reinos das bactérias, dos archea, dos fungos, dos protistas, das plantas e dos animais. A diversidade é enorme: esponjiários (Grantia sp.), moluscos (Octopus sallutti), artrópodes (Homarus sp.), tardigrados (Wingstrandarctus corallinus), rotíferos (Hexarthra mira), equinodermes (Astropecten sp.) e cordados. O gato está neste último grupo.









FILO: CHORDATA
95% dos animais não pertence a este filo. São os chamados invertebrados distribuidos em cerca de 33 filos (são os que estão representados nas imagens de cima)! O nosso gato tem coluna vertebral e por isso é um cordado em conjunto com os restantes: actinopteriges (Dicentrarchus labrax), anfíbios (Agalychnis callidryas), répteis (Chelus fimbriatus) e aves (Polytimus guainumbi).















CLASSE: MAMMALIA
Como podemos ver pelos desenhos anteriores, existem muitas classes de cordados: os tunicados, os peixes cartilagíneos, os peixes ósseos, os anfíbios, as aves, os répteis e os mamíferos (animais que amamentam as crias). Os mamíferos têm muitas ordens (muito + numerosa no passado tem cerca de 26 ordens ainda existentes nos dia de hoje): os monotrematos (), os marsupiais (Didelphis virginiana), os roedores (Castor canadensis), os insectívoros (Erinaceus europaeus), os primatas (), os cetáceos (Delphinapterus leucas), os quirópteros (Noctilio leporinus), os macrocelídeos (Macrocelides probocideus), os artiodáctilos (Cervus sp.), os sirénios (Trichechus manatus), os perissodáctilos () e os carnívoros (os mamíferos que se alimentam de carne incluem o nosso gato).












ORDEM: CARNIVORA
Os carnívoros dividem-se em diversas famílias (cerca de 11): os pínipedes (Mirounga angustirostris), os canídeos (Canis lupus), os ursídeos (Ursus maritimus) e os felídeos (o nosso gatinho está aqui), são alguns exemplos.












FAMÍLIA: FELIDAE
Os felídeos já foram mais numerosos, apresentando no passado espécies, já extintas, como o leão-das-cavernas e o similodonte (tigre-dentes-de-sabre). Hoje em dia ainda tem alguns géneros (cerca de 17): Panthera (P. leo), Acynonyx (A. jubatus), Leiptalurus (L. serval) e Puma (P. concolor) são alguns exemplos.



GÉNERO: Felis
Existem cerca de 5 espécies neste género: Gato-do-deserto-chinês (Felis bieti), Gato-da-selva (Felis chaus), Gato-da-areia (Felis margarita), Gato-de-patas-pretas (Felis nigripes) e gato-selvagem (Felis silvestris), ao qual pertence o nosso gatinho!



ESPÉCIE: Felis silvestris
Existem cerca de 4 sub-espécies de gatos: Gato-selvagem-europeu (Felis silvestris silvestris), Gato-indiano-do-deserto (Felis silvestris ornata), Gato-selvagem-africano (Felis silvestris lybica) e o (nosso) gato-doméstico (Felis silvestris catus). A classificação em raças ainda não tem carácter científico, pelo que não se fala aqui de raças de gatos...



NOTA: Embora a maior parte destas minhas imagens da minha (simplesmente) gigantesca base de dados Taxonomys já tenham mais de 5 anos, algumas das imagens em falta encontram-se ainda em diferentes fases de produção... Leia-se, ainda não foram feitas... É que o tempo não dá para tudo! ^-^ )

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Dia D

Hoje foi um dia MUITO importante para os meus projectos da IC... Reservei um bom pedaço deste dia para dar o pontapé de saída numa ideia que acarinho há bastante tempo... Tenho andado a namorar um projecto e hoje as coisas (finalmente) arrancaram!!! E para rematar, no decurso da aula de IC de hoje, consegui fazer um peixe totalmente inventado... O desafio era perder totalmente o medo da aguarela... Pelos vistos estamos (quase) todos a pincelar sem grande convicção. Bom, depois do exercício ainda houve quem me quisesse classificar o meu peixe. Mas este eu acho que vai resistir a qualquer tentativa de classificação sistemática. Este quase de certeza que é inqualificável!!!

^-^

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Saída de Campo - Alcochete e Samouco

Ontem foi dia de saída de campo... Foi uma jornada de sol a sol... Os mais resistentes (a Catarina da ESBAL incluída) estavam às 7:30 nas Hortas de Alcochete a encher os pés de lama... Estava muito frio e nem nos passou pela ideia sentarmo-nos e por-nos a desenhar... As mãos ficavam frias só de segurar nos binóculos novos...

Fomos aquecer para o café e quando saímos de lá conseguiu-se deixar os habitués do estabelecimento a discutir futebol... O resto do pessoal, os menos resistentes, foram chegando... Era fácil distinguir-nos uns dos outros pela presença ou ausência de lama nos pés e pernas...

Voltámos ao lugar das Hortas e aí começou-se a procurar um local confortável... Mesmo o meu casco de barco voltado ao contrário, embora oferecesse uma superfície plana para me sentar, estava encharcado de humidade... Mas os desenhos e as aguadas de aguarela lá foram saíndo até nos chamarem para o almoço...

O almoço, apesar do convívio e de nunca ter havido tempos mortos, demorou uma eternidade... Quando se saiu de lá já estavam todos com o bichinho do desenho... Nem as toalhas de papel do restaurante escaparam, eheheheh...

Por fim chegámos ao nosso segundo destino: a Fundação das Salinas do Samouco... Só nos permitiram a entrada porque o Filipe conhecia algumas pessoas de lá! É por esta diversidade de experiências dos vários colegas demonstrada ao longo de já alguns meses que as aulas da turma de IC se tornam tão estimulantes!!!

Só me lembro que os flamingos me cativaram logo a atenção! Não quis saber de lamas, pulgas, carraças, pedras, poças, mosquitos e a perda de calor generalizada do anoitecer... Quase que estraguei a vista a esforçar ao máximo os meus 25x dos (??***##"$%%) meus binóculos acabados de estrear...

domingo, fevereiro 03, 2008

Oceanário de Lisboa

Hoje regressei ao Oceanário de Lisboa na qualidade de sócio (prenda de aniversário, eheheheh)... E quem é sócio pode levar acompanhante... Por isso, o meu regresso ao Oceanário fez-se com companhia para desenhar e fotografar... Foi óptimo desenvolver aqueles esboços em conjunto e partilhando pequenos «quês» do exercício daquela actividade em público... Acho que nós também fomos as estrelas para muito turista de visita aquele espaço em Domingo Gordo! Por mim é uma experiência que, no limite, se pode vir a repetir todas as semanas!

^_^

sábado, fevereiro 02, 2008

Espécimes do Cabo Espichel (c) - Molusca

Embora estes tenham sido muito fáceis de classificar como filo dos Moluscos, da classe dos Gastrópodes, da ordem dos Arqueogastrópodes, da família dos Troquídeos, a verdade é que ainda demorei algum tempo a sugerir o género Gibbula. Tratam-se dos chamados burriés ...

Esta lapa é fácil de identificar ao nível do género... É da mesma ordem dos Arqueogastrópodes, da família dos Patelídeos e do género Patella... Para um análise ao nível da espécie tinha que retirar os dentes do corpo mole do próprio molusco e analisá-los ao microscópio... Bom, penso que por agora ainda não irei tão longe...

:)