sexta-feira, agosto 18, 2006

Primeiros Dominios

A árvore da vida... Sistemática... Taxonomia... Um meu projecto (verdadeiramente imenso) esboçado com os contrastes negros da tinta-da-china nos brancos do papel! Uma história contada, para já, em 7 passos: vírus à parte temos 2 domínios (procariotas e eucariotas), repartidos em 6 reinos...

O primeiro passo nem sequer é vida... Não é domínio, não é reino, não é nada... Uma mera fita de RNA envolta numa carapaça proteica... Cristalizam como as formas inorgânicas... Reproduzem-se só com o auxílio da vida... São os vírus. Neste caso, um bacteriofago (leia-se, devorador de bactérias) T.








O segundo passo é uma verdadeira réplica do passado da Terra. Representam a vida que existia nas condições primordiais (salinidade, falta de oxigénio, acidez, basicidade, temperaturas extremas) e que hoje meramente sobrevive em locais que reunem aquelas condições. São os metanogenos, os devoradores de enxofre, os habitantes das fumarolas oceânicas... São os archea.


O terceiro passo são as microscópicas bactérias. As suas células não têm núcleo pois o seu material genético encontra-se disperso pelo citoplasma. A Eschirichia colli é uma das que cohabitam connosco, sendo perfeitamente inofensiva na maior parte das vezes mas podendo ser muito mortífera em situações especiais.





O quarto passo representa um dos maiores saltos evolutivos da vida: o núcleo celular (são os primeiros procariotas)! Esta «invenção» é tão importante que os protistas (um grupo muito diverso de organismos unicelulares) são os antepassados da vida macroscópica. Como exemplo temos um ciliado: Paramecium simplex.





O quinto passo representa o aparecimento da fotossíntese e da multicelularidade. São o imenso grupo das plantas, os chamados produtores (convertem directamente energia solar em hidratos de carbono)! As flores são uma das formas mais evoluídas que este reino vegetal apresenta.





O sexto passo são também chamados os decompositores. Os fungos, em conjunto com as bactérias e os archea, são responsáveis pela destruição da matéria orgânica. São caracterizados por células com mais de 1 núcleo. Algumas das aplicações conhecidas é a levedura das cerveja ou os cogumelos comestíveis.






O sétimo passo são os animais, os consumidores. São todos os numerosos inverterbrados e os (em muito menor número, só uns meros 5%) vertebrados. O Aix galericulata, vulgo pato-mandarim, é a ilustração que encerra, por agora, esta minha série de tintas-da-china.